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Mulher relaxando com bolsa de água quente e chá na TPM

TPM: Sintomas, Como Aliviar e Quando É Mais do que TPM (Guia com Febrasgo e NHS)

A TPM é o conjunto de sintomas físicos e emocionais que aparece de uma a duas semanas antes da menstruação e melhora com o fluxo; de 75% a 80% das mulheres têm algum deles. Alivia com evidência: exercício aeróbico regular, sono com horário, menos álcool, cafeína e sal, analgésicos para dor e, nos casos moderados a graves, contraceptivos hormonais ou antidepressivos ISRS com prescrição.

Jamile Lima Fernandes
Jamile Lima Fernandes
Atualizado em 7 min de leitura

TPM não é frescura nem é regra. É um conjunto de sintomas físicos e emocionais que aparece na semana ou nas duas semanas anteriores à menstruação e melhora quando o fluxo começa. A maioria das mulheres sente algum deles; uma minoria tem sintomas fortes o bastante para atrapalhar o trabalho e os relacionamentos, e para essa minoria existe tratamento. Este guia mostra como reconhecer a TPM, como diferenciá-la do transtorno disfórico pré-menstrual, o que alivia com evidência e quando procurar a ginecologista.

Resposta rápida

  • É TPM se os sintomas aparecem sempre antes da menstruação e somem com ela, ciclo após ciclo. Sintomas o mês inteiro são outra coisa.
  • O que alivia: exercício aeróbico regular, sono com horário, menos álcool, cafeína e sal, refeições regulares e analgésicos comuns para cólica e dor de cabeça.
  • Quando é mais forte: contraceptivos hormonais e antidepressivos da classe dos ISRS, prescritos pela ginecologista, são os tratamentos com mais evidência.
  • Quando é urgente: tristeza profunda, desesperança ou pensamentos de se machucar antes da menstruação são sinais de transtorno disfórico pré-menstrual e pedem avaliação médica, não espera.
Alongamento leve em casa para aliviar os sintomas da TPM
Movimento regular é o tratamento não medicamentoso com mais evidência para a TPM.

O que é TPM e quem tem

A síndrome pré-menstrual, ou tensão pré-menstrual, é definida pela Febrasgo, a federação das associações de ginecologia e obstetrícia, como um conjunto de sintomas físicos, emocionais e comportamentais de caráter cíclico e recorrente, que começa na semana anterior à menstruação e alivia com o início do fluxo. Segundo a entidade, de 75% a 80% das mulheres em idade reprodutiva apresentam algum sintoma.

A causa não é excesso ou falta de hormônio: os níveis são normais. O que muda é a sensibilidade de cada mulher às oscilações de estrogênio e progesterona da segunda fase do ciclo, com efeito sobre neurotransmissores como a serotonina. É por isso que a TPM varia tanto de uma mulher para outra e por que antidepressivos que atuam na serotonina funcionam nos casos mais graves.

Os sintomas

Físicos: mamas inchadas e sensíveis, inchaço no abdome e nas pernas, ganho de peso temporário, dor de cabeça, cansaço, acne, dores musculares e alteração do intestino. Emocionais e comportamentais: irritabilidade, ansiedade, humor deprimido, choro fácil, dificuldade de concentração, sono alterado, vontade de comer doces e carboidratos, menos interesse pelas atividades.

Nenhum sintoma isolado define TPM. O que define é o padrão: aparecer nos dias anteriores à menstruação, melhorar com o fluxo e se repetir nos ciclos seguintes. Uma forma simples de perceber esse padrão é comparar a mesma semana em dois meses: se a irritabilidade e o inchaço aparecem nos mesmos dias antes da menstruação e somem depois, é o ciclo falando; se estão lá o mês inteiro, é outra conversa. Também vale observar os gatilhos: noites mal dormidas, semanas com mais álcool e cafeína e períodos de estresse costumam amplificar os sintomas da segunda fase. A cólica no dia da menstruação é outro capítulo, com tratamento próprio no guia de cólica menstrual.

Como saber se é TPM: o diário de sintomas

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O diagnóstico é clínico e depende de registro. A Febrasgo descreve os critérios usados pelo ACOG, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas: pelo menos um sintoma físico ou emocional nos cinco dias anteriores à menstruação, em três ciclos consecutivos, com alívio nos primeiros dias do fluxo e um intervalo sem sintomas no meio do ciclo. Até três sintomas caracterizam a forma leve; quatro ou mais, a moderada.

Na prática, anote por dois ou três ciclos: o dia do ciclo, os sintomas e a intensidade de 0 a 3. Aplicativos de ciclo servem, um caderno também. Esse diário é o que a ginecologista vai pedir e é o que separa a TPM de quadros que parecem TPM mas duram o mês inteiro, como ansiedade e depressão, que apenas pioram antes da menstruação.

TPM ou TDPM: quando é mais do que TPM

O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é a forma grave da síndrome, que segundo a Febrasgo afeta de 3% a 8% das mulheres. O critério exige cinco ou mais sintomas, com pelo menos um de humor: tristeza profunda ou desesperança, ansiedade intensa, irritabilidade acentuada com conflitos ou mudanças bruscas de humor, sempre no período pré-menstrual e com prejuízo real no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos. O NHS, o serviço de saúde do Reino Unido, alerta que pensamentos de se machucar no período pré-menstrual pedem ajuda imediata.

O TDPM tem tratamento eficaz, e o principal erro é achar que é "TPM forte" e esperar passar. Se o padrão se repete e atrapalha a vida, é caso de consulta, com o diário na mão.

O que alivia com evidência

Hábitos

  • Exercício aeróbico regular (caminhada rápida, corrida, bicicleta, dança), pelo menos três vezes por semana, o mês inteiro e não só na semana ruim. É a medida não medicamentosa mais consistente na literatura, citada pela Febrasgo e pelo NHS.
  • Sono com horário. Dormir e acordar na mesma hora estabiliza o humor e o cansaço da segunda fase.
  • Menos álcool, cafeína e sal na semana anterior à menstruação: reduzem inchaço, irritabilidade e sono ruim.
  • Refeições regulares, com carboidratos complexos, fibras e proteína, para evitar as quedas de glicemia que pioram a irritabilidade e a compulsão por doce.
  • Redução de estresse: ioga, meditação, respiração ou o que funcionar para você. O NHS lista essas práticas entre as medidas de autocuidado.
  • Parar de fumar.
Alimentos ricos em cálcio e magnésio ajudam na TPM
Refeições regulares e menos sal na semana anterior reduzem inchaço e irritabilidade.

Medicamentos e terapia

  • Analgésicos e anti-inflamatórios comuns (paracetamol, ibuprofeno) para dor de cabeça, cólica e dores musculares, nas doses da bula e sem uso contínuo.
  • Contraceptivos hormonais combinados. Ao suspender a ovulação, reduzem a oscilação hormonal. A Febrasgo cita os combinados com drospirenona entre os mais eficazes. São prescritos pela ginecologista, que avalia contraindicações.
  • Antidepressivos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), como fluoxetina e sertralina, em uso contínuo ou só na fase lútea. A Febrasgo os coloca entre os tratamentos mais eficazes para as formas moderada e grave e para o TDPM; o NHS também os lista.
  • Terapia cognitivo-comportamental, indicada pelo NHS para os sintomas emocionais e para lidar com o padrão cíclico.

O que tem evidência fraca

Vitamina B6, cálcio, magnésio, óleo de prímula e fitoterápicos aparecem em muitos sites como tratamento. O NHS é claro: as evidências são fracas e, se você quiser tentar, converse com o médico antes, principalmente sobre doses. Cálcio e magnésio na alimentação (leite e derivados, folhas verdes, castanhas, feijão) fazem parte de uma dieta boa de qualquer forma; suplemento é outra conversa.

Quando procurar a ginecologista

  • Quando os sintomas atrapalham o trabalho, os estudos ou os relacionamentos, mesmo com as mudanças de hábito.
  • Quando há sintomas de humor intensos no período pré-menstrual: tristeza profunda, ansiedade forte, irritabilidade com conflitos.
  • Quando os sintomas duram o mês inteiro e só pioram antes da menstruação, o que sugere outro diagnóstico.
  • Quando os ciclos são irregulares; o guia de ciclo menstrual irregular explica as causas.
  • Depois dos 40, quando a TPM parece piorar: pode ser o início da transição para a menopausa, que tem manejo próprio.

Leve o diário de sintomas. Com ele, a consulta deixa de ser "estou mal antes de menstruar" e vira um diagnóstico com tratamento. A TPM está entre as condições que mais afetam a rotina das mulheres e menos chegam ao consultório; o guia de doenças que mais afetam a saúde da mulher mostra outras nessa lista.

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Ainda em dúvida

Perguntas frequentes

01Quais são os sintomas da TPM?
Físicos: mamas sensíveis, inchaço, dor de cabeça, cansaço, acne e alteração do intestino. Emocionais: irritabilidade, ansiedade, humor deprimido, choro fácil, dificuldade de concentração e vontade de comer doces. O que define a TPM é o padrão: aparecer antes da menstruação e melhorar com o fluxo.
02Quantos dias antes da menstruação começa a TPM?
Em geral de uma a duas semanas antes, na segunda fase do ciclo, com alívio nos primeiros dias do fluxo. Os critérios de diagnóstico consideram os cinco dias anteriores à menstruação em três ciclos seguidos.
03O que é bom para aliviar a TPM?
Exercício aeróbico regular, sono com horário, menos álcool, cafeína e sal, refeições regulares e analgésicos comuns para dor. Nos casos moderados a graves, contraceptivos hormonais ou antidepressivos ISRS prescritos pela ginecologista.
04Qual a diferença entre TPM e TDPM?
O transtorno disfórico pré-menstrual é a forma grave: cinco ou mais sintomas, com pelo menos um de humor intenso (tristeza profunda, ansiedade, irritabilidade acentuada), e prejuízo real na vida. Afeta de 3% a 8% das mulheres e tem tratamento.
05Vitamina B6, cálcio e magnésio curam a TPM?
As evidências são fracas, segundo o NHS. Cálcio e magnésio na alimentação fazem parte de uma dieta boa, mas suplementos só devem ser usados com orientação médica, principalmente quanto à dose.
06Anticoncepcional melhora a TPM?
Pode melhorar, porque suspende a ovulação e reduz a oscilação hormonal. A Febrasgo cita os contraceptivos combinados com drospirenona entre os mais eficazes. A prescrição é da ginecologista, que avalia contraindicações.

Fontes

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Jamile Lima Fernandes

Escrito por

Jamile Lima Fernandes

Jamile Lima Fernandes é empreendedora e criadora do Mulheres do Poder, blog que edita desde 2019, em São Paulo. Em sete anos, transformou o projeto em uma biblioteca com mais de 80 guias sobre beleza, saúde da mulher, relacionamentos e cursos profissionalizantes na área da estética. Testa produtos e compara cursos antes de indicar qualquer coisa, e sinaliza quando um link é de afiliado. Acredita que o poder de uma mulher está no caráter e nas escolhas, não na aparência, e que informação clara é o primeiro passo para cuidar de si, empreender e ganhar o próprio dinheiro. Escreve para ajudar outras mulheres a chegar lá.

Empreendedorismo Feminino e Beleza

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