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Mãe de volta à vida:  Senti-me mulher novamente  com implante de silicone.

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Implante de Silicone Depois da Maternidade: Quando Fazer, Amamentação, Riscos e Recuperação

Depois da maternidade, cirurgiões orientam esperar de três a seis meses após o fim da amamentação para colocar silicone, com a mama estável. A prótese não impede amamentar em uma gravidez futura, porque fica atrás da glândula ou do músculo. Implantes não duram a vida inteira e pedem acompanhamento; cirurgião membro da SBCP e implante registrado na Anvisa reduzem o risco.

Jamile Lima Fernandes
Jamile Lima Fernandes
Atualizado em 7 min de leitura

Gravidez e amamentação mudam a mama: ela cresce, esvazia e, em muitas mulheres, perde volume e firmeza. É comum que a vontade de colocar silicone apareça justamente depois dos filhos, e é comum que ela venha com dúvidas: quanto esperar, se dá para amamentar de novo, se é prótese ou é "levantar", quais são os riscos e como é a recuperação com uma criança pequena em casa. Este guia responde com base na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), na Sociedade Brasileira de Mastologia e na FDA, sem depoimento e sem promessa.

Resposta rápida

  • Quando: a orientação mais comum entre cirurgiões é esperar de três a seis meses depois do fim da amamentação, com o peso estável, para a mama voltar ao tamanho definitivo.
  • Amamentar de novo: a prótese fica atrás da glândula ou do músculo e, segundo a SBCP, não impede a amamentação; a via de incisão influencia.
  • Prótese ou mastopexia: prótese devolve volume; mastopexia reposiciona a mama caída. Muitas vezes é preciso combinar as duas.
  • Riscos: ruptura, contratura capsular, alteração de sensibilidade e o raro linfoma associado a implantes texturizados. Implantes não são para a vida inteira.
  • Recuperação: de uma a duas semanas sem pegar peso, o que inclui a criança; planeje ajuda em casa.
Consulta pré-operatória com cirurgião plástico mostrando o implante
A consulta define volume, perfil, plano (subglandular ou submuscular) e via de incisão.

O que a gravidez e a amamentação fazem com a mama

Durante a gravidez, a glândula mamária cresce e a pele se estica. Na amamentação, a mama enche e esvazia várias vezes ao dia. Quando a produção de leite termina, a glândula involui e o volume cai, mas a pele nem sempre acompanha. O resultado varia: algumas mulheres voltam ao formato anterior, outras ficam com menos volume no polo superior ("mama esvaziada") e outras com a mama mais baixa (ptose). Genética, número de gestações, ganho de peso e tabagismo pesam mais do que o tempo de amamentação.

É por isso que a cirurgia depois da maternidade não é uma só. O diagnóstico do que mudou define se o caso pede volume (implante), reposicionamento (mastopexia) ou os dois.

Quando operar depois de amamentar

A SBCP não fixa um prazo em sua página sobre o tema, mas a orientação mais comum entre cirurgiões é esperar de três a seis meses depois do desmame completo. O motivo é técnico: nesse período a glândula termina de involuir, a mama chega ao tamanho que vai ter e os hormônios se estabilizam, o que permite escolher o volume certo e reduz o risco de operar uma mama que ainda vai mudar. Peso estável e fim dos planos de nova gravidez no curto prazo também entram na conta, porque uma gestação depois da cirurgia altera o resultado.

Dá para amamentar com prótese?

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Sim, na maioria dos casos. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica explica que a prótese é colocada atrás da glândula mamária ou do músculo peitoral, sem contato com os ductos que levam o leite ao mamilo, e que o material das próteses modernas não contamina o leite. O que pode interferir é a técnica: a incisão pela aréola tem risco baixo, mas real, de lesionar ductos e nervos; as incisões pela dobra da mama ou pela axila interferem menos. A recomendação da SBCP é dizer ao cirurgião, na consulta, que você pretende amamentar no futuro, para que a via de incisão seja escolhida com isso em mente.

Quem já tem prótese e engravida pode amamentar normalmente, e deve procurar um profissional de amamentação se houver dificuldade, como qualquer mãe.

Prótese, mastopexia ou as duas

  • Implante (mamoplastia de aumento): para quem perdeu volume e tem a mama no lugar. Devolve o preenchimento, principalmente no polo superior.
  • Mastopexia (lifting de mama): para quem tem a mama caída e volume suficiente. Retira o excesso de pele e reposiciona a aréola. Deixa cicatrizes maiores (ao redor da aréola, vertical e, às vezes, na dobra).
  • Mastopexia com implante: para quem perdeu volume e tem queda. É a combinação mais frequente depois da maternidade.

A escolha do implante envolve volume (em ml), perfil (quanto projeta), superfície (lisa ou texturizada) e plano (na frente ou atrás do músculo). Cada decisão tem prós e contras que o cirurgião deve explicar, inclusive o que a superfície texturizada significa em termos de risco, assunto do próximo bloco.

Mãe brincando com o filho pequeno em casa
Pegar criança no colo volta em semanas; planejar ajuda é parte do pré-operatório.

Os riscos, sem eufemismo

A FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, é direta: implantes mamários não são dispositivos para a vida inteira e podem precisar ser trocados ou retirados. Entre os riscos conhecidos, a agência lista ruptura (mais silenciosa nos implantes de gel de silicone), contratura capsular (endurecimento da cápsula de cicatriz ao redor do implante), o linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes (BIA-ALCL) e sintomas sistêmicos relatados por algumas pacientes. Desde outubro de 2021, os implantes nos Estados Unidos trazem um alerta em destaque na embalagem e um checklist de decisão para a paciente.

Sobre o BIA-ALCL, a Sociedade Brasileira de Mastologia explica que é um linfoma raro do sistema imunológico, não um câncer de mama, que surge na cápsula ao redor do implante, principalmente em portadoras de implantes texturizados. As estimativas de incidência variam de 1 em 2.200 a 1 em 86.000 mulheres com implante ao longo da vida. Os sintomas aparecem em média de 8 a 10 anos depois da cirurgia, e o mais comum é o seroma tardio (acúmulo de líquido com aumento súbito de uma das mamas), além de nódulos, assimetria e endurecimento. O tratamento é a retirada do implante com a cápsula completa, e o prognóstico é bom quando o diagnóstico é precoce.

O que reduz risco: cirurgião plástico membro da SBCP, hospital com estrutura, implante com registro na Anvisa (com o número de série guardado por você), técnica que minimize contaminação e acompanhamento ao longo dos anos.

Recuperação com criança pequena em casa

  • Primeiras 48 horas: dor controlada com medicação, movimentos limitados, alguém para ajudar em tudo.
  • Primeira semana: sem pegar peso, o que inclui a criança no colo, sem dirigir e sem levantar os braços acima da cabeça. Sutiã cirúrgico dia e noite.
  • Segunda a quarta semana: retorno gradual às tarefas leves; a maioria volta ao trabalho de escritório em uma a duas semanas.
  • Quatro a seis semanas: liberação progressiva para exercício e para carregar peso, conforme o cirurgião.

Com bebê ou criança pequena, o planejamento é a parte mais importante do pré-operatório: quem cuida, quem carrega, quem leva à escola. Combine com o cirurgião o que é permitido em cada semana antes de marcar a data.

Acompanhamento ao longo dos anos

Implante não é cirurgia que termina na alta. A FDA recomenda acompanhamento para detectar ruptura silenciosa em implantes de gel de silicone, com exames de imagem periódicos a partir de alguns anos depois da cirurgia, além de retorno ao cirurgião se houver dor, endurecimento, mudança de formato ou aumento súbito de uma mama. O rastreamento do câncer de mama continua igual ao de quem não tem implante, com mamografia na idade indicada e aviso ao serviço de que há prótese, para ajustar a técnica. O guia de doenças que mais afetam a saúde da mulher lembra as idades e os exames.

Antes de decidir

  • Espere a mama estabilizar e o peso se firmar.
  • Diga ao cirurgião se pretende amamentar de novo.
  • Peça para ver o registro do implante na Anvisa e guarde o número de série.
  • Pergunte sobre superfície lisa ou texturizada e o que muda em risco.
  • Entenda que haverá trocas ou retirada no futuro e um calendário de exames.
  • Desconfie de preço muito baixo e de "pacotes" sem consulta prévia. Outros procedimentos e seus riscos estão no guia de procedimentos estéticos em alta.

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Ainda em dúvida

Perguntas frequentes

01Quanto tempo depois de amamentar posso colocar silicone?
A orientação mais comum entre cirurgiões plásticos é esperar de três a seis meses depois do desmame completo, com o peso estável, para a mama chegar ao tamanho definitivo e o volume do implante ser escolhido corretamente.
02Quem tem silicone pode amamentar?
Sim, na maioria dos casos. Segundo a SBCP, a prótese fica atrás da glândula ou do músculo, sem contato com os ductos do leite. A incisão pela aréola tem risco baixo de lesionar ductos; as incisões pela dobra da mama ou pela axila interferem menos.
03Depois dos filhos, é melhor prótese ou mastopexia?
Depende do que mudou. Prótese devolve volume em mama que está no lugar; mastopexia reposiciona a mama caída; a combinação das duas é a mais frequente depois da maternidade. O diagnóstico é feito na consulta.
04Quais são os riscos do implante de silicone?
Ruptura, contratura capsular, alteração de sensibilidade, sintomas sistêmicos relatados por algumas pacientes e o linfoma raro associado a implantes texturizados (BIA-ALCL). Implantes não duram a vida inteira e podem precisar de troca.
05O que é o BIA-ALCL?
Um linfoma raro que surge na cápsula ao redor do implante, principalmente em implantes texturizados, com incidência estimada entre 1 em 2.200 e 1 em 86.000. O sinal mais comum é o aumento súbito de uma mama anos depois da cirurgia. O tratamento é a retirada do implante com a cápsula, com bom prognóstico se precoce.
06Quanto tempo de recuperação com criança pequena em casa?
Uma a duas semanas sem pegar peso, o que inclui a criança no colo, e liberação progressiva para carregar e se exercitar entre quatro e seis semanas. Planeje ajuda em casa antes de marcar a cirurgia.

Fontes

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Jamile Lima Fernandes

Escrito por

Jamile Lima Fernandes

Jamile Lima Fernandes é empreendedora e criadora do Mulheres do Poder, blog que edita desde 2019, em São Paulo. Em sete anos, transformou o projeto em uma biblioteca com mais de 80 guias sobre beleza, saúde da mulher, relacionamentos e cursos profissionalizantes na área da estética. Testa produtos e compara cursos antes de indicar qualquer coisa, e sinaliza quando um link é de afiliado. Acredita que o poder de uma mulher está no caráter e nas escolhas, não na aparência, e que informação clara é o primeiro passo para cuidar de si, empreender e ganhar o próprio dinheiro. Escreve para ajudar outras mulheres a chegar lá.

Empreendedorismo Feminino e Beleza

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