É um pequeno cilindro bioabsorvível, de 3 a 5 centímetros, inserido sob a pele (em geral no glúteo ou no quadril) em um procedimento rápido, com anestesia local. Dentro dele vão hormônios que são liberados aos poucos ao longo de meses.
A propaganda fala em perda de gordura, ganho de massa muscular, pele mais firme, mais disposição e mais libido. A parte "funciona" tem explicação: hormônios androgênicos de fato aumentam massa muscular e mudam a distribuição de gordura.
Duas decisões, em sequência: Em 2023, o Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução 2.333, que proíbe médicos de prescrever esteroides androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, para ganho de massa muscular ou melhora de desempenho esportivo.
Os relatos e alertas oficiais listam efeitos que vão do incômodo ao grave.
Mesmo proibido, o chip continua sendo oferecido com outros nomes. Os sinais são sempre os mesmos: Promessa de emagrecer ou "secar" sem dieta e sem treino, com resultado em semanas. "Hormônio bioidêntico", "fórmula personalizada" ou "implante natural" como argumento.
Muita mulher chega ao chip na menopausa, achando que é um jeito moderno de repor hormônio. Não é. A terapia de reposição hormonal registrada usa estrogênio e progesterona em doses estudadas, com forma de uso definida (comprimido, gel, adesivo) e acompanhamento de exames.
Não tente retirar por conta própria nem ignore sintomas. Procure endocrinologista ou ginecologista e leve o que souber sobre a composição e a data do implante.
Existe, e a diferença é o registro. O implante contraceptivo de etonogestrel é um medicamento registrado na Anvisa, com bula, estudos e indicação clara (evitar gravidez por até três anos), e é oferecido no SUS para grupos específicos.
Cada promessa do chip tem um caminho com evidência, menos glamouroso e mais seguro: Emagrecer: déficit calórico moderado, proteína suficiente e atividade física, com acompanhamento de nutricionista quando possível.
O artigo completo tem preços, passo a passo e as fontes.