Mulheres do Poder
Cabeleireira penteando o cabelo longo, liso e brilhante de uma cliente em um salão claro

Progressiva Sem Formol: Quanto Dura, Preço e Como Saber se É Segura

A progressiva sem formol costuma durar de 2 a 4 meses, conforme o tipo de cabelo e a frequência das lavagens. No levantamento do Mulheres do Poder com 59 salões no Booksy, ela custa R$ 200 na mediana em cabelo curto. Segura é a que tem registro de alisante na Anvisa e usa ativo permitido, como o tioglicolato; o ácido glioxílico não é autorizado para alisar.

Equipe Mulheres do Poder
Equipe Mulheres do Poder
Atualizado em 8 min de leitura

Progressiva sem formol é o nome que o mercado dá para qualquer alisamento que não use formol, que a Anvisa proíbe como alisante. O nome diz o que o produto não tem, mas não diz o que ele tem, e é isso que decide se a progressiva é segura. Este guia responde as três dúvidas mais comuns (quanto dura, quanto custa e como saber se faz mal) com o que a Anvisa orienta e com o preço que os salões anunciam.

Resposta rápida

  • Quanto dura: de 2 a 4 meses, conforme a textura do cabelo, a frequência das lavagens e os cuidados depois.
  • Quanto custa: no levantamento do Mulheres do Poder no Booksy, R$ 200 na mediana em cabelo curto, com metade dos salões entre R$ 150 e R$ 250. Em cabelo longo, R$ 250.
  • Como saber se é segura: o produto tem que ter registro de alisante na Anvisa e usar um ativo da lista permitida. Número de processo no rótulo não basta.
  • Quem não deve fazer: criança (é proibido), quem acabou de descolorir e quem está com o couro cabeludo irritado. Grávida deve conversar antes com o obstetra.

O que é a progressiva sem formol

Toda progressiva alisa porque mexe nas ligações que dão forma ao fio. Para isso precisa de um ativo químico, e "sem formol" só garante que esse ativo não é o formol. Nomes como orgânica, taninoplastia, nanoplastia e botox capilar são de marketing: nenhum deles é uma categoria da Anvisa, e o que vale é o ativo que está no rótulo.

Os ativos alisantes permitidos estão na Instrução Normativa nº 124, de 2022, e são estes:

  • Ácido tioglicólico e seus sais, como o tioglicolato de amônio, e os ésteres do ácido tioglicólico
  • Hidróxidos de sódio, potássio e lítio, usados no relaxamento
  • Hidróxido de guanidina, formado pela mistura de hidróxido de cálcio com um sal de guanidina
  • Sulfitos e bissulfitos inorgânicos e o pirogalol

Cisteína, cisteamina, ácido glioxílico e os derivados dele, como a glyoxyloyl carbocysteine, não estão nessa lista. Segundo a Anvisa, produtos com esses ativos que já tinham registro estão em reavaliação de segurança. Taninos também não estão na lista.

O formol continua permitido em cosméticos só como conservante, em concentração muito baixa, e como endurecedor de unhas. Como alisante é proibido, e adicionar formol a um produto é infração sanitária e crime hediondo, segundo o artigo 273 do Código Penal.

Quanto tempo dura a progressiva sem formol

O efeito costuma durar de 2 a 4 meses. Ele vai suavizando conforme o cabelo é lavado e conforme a raiz cresce sem o tratamento. Cabelo que pode ficar mais dias sem lavar segura o resultado por mais tempo, e cabelo muito volumoso costuma sentir a raiz antes.

O que mais encurta a duração:

  • Lavar todo dia com shampoo de limpeza profunda, que tira o produto mais rápido
  • Calor sem proteção, de secador e prancha
  • Piscina e mar sem cuidado depois, por causa do cloro e do sal
  • Retoque no cabelo todo, em vez de só na raiz, que acumula química no comprimento
Mãos passando uma prancha de cerâmica em uma mecha de cabelo castanho liso, com um frasco de protetor térmico na bancada
Na finalização, a temperatura da prancha deve seguir a que está no rótulo do produto

Quanto custa a progressiva no salão em 2026

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No levantamento do Mulheres do Poder com cardápios publicados no Booksy, a progressiva feminina custa R$ 200 na mediana em cabelo curto ou no preço "a partir de", com metade dos salões entre R$ 150 e R$ 250. A conta usa o menor preço que cada um dos 59 salões anuncia, em 8 capitais, e a maior parte está em São Paulo: 44 dos 59.

Em 11 salões que dão o preço por tamanho do cabelo, o cabelo longo sai por R$ 250 na mediana, de R$ 200 a R$ 300. O tempo anunciado também cresce com o comprimento: a mediana é de 2 horas e meia, e metade dos serviços leva de 2 horas a 3 horas e meia. Um dos cardápios cobra o teste de mecha à parte, por R$ 25.

Gráfico com o preço da progressiva em salão: R$ 200 na mediana para cabelo curto, de R$ 150 a R$ 250, e R$ 250 para cabelo longo, de R$ 200 a R$ 300; 10 de 58 salões ainda anunciam progressiva com formol
Preço anunciado no Booksy em 59 salões de 8 capitais. Metade cobra entre R$ 150 e R$ 250 pela progressiva em cabelo curto

O levantamento achou outra coisa: 10 dos 58 salões que anunciam progressiva ainda oferecem a versão "com formol" no cardápio, às vezes ao lado da sem formol e pelo mesmo preço. Na hora de agendar, pergunte qual produto será usado e peça para ver a embalagem antes da aplicação. Os preços dos outros serviços estão na tabela de preços de salão de beleza.

Como saber se a progressiva é segura

A orientação da Anvisa sobre alisantes é direta: todo alisante, inclusive importado, tem que ser registrado. Produto de alisamento só notificado está irregular. O cuidado é que o número do processo, que começa com 25351, aparece também no rótulo de produto notificado, e muitas empresas notificam alisante justamente para parecer regularizado.

O jeito de conferir:

  • Procure o produto na consulta de cosméticos registrados do portal da Anvisa, pelo nome ou pelo número do processo. Se ele só aparecer como notificado, ou não aparecer, não use.
  • Leia o ativo no rótulo e compare com a lista permitida. Ácido glioxílico, cisteína ou carbocisteína ficam de fora.
  • Desconfie do cheiro: vapor que arde nos olhos e no nariz durante a aplicação é sinal de formol.
  • Desconfie de preço muito baixo, embalagem sem fabricante e promessa de "progressiva sem química", que a Anvisa cita como sinais de produto irregular.
Mulher de cabelo cacheado lendo o rótulo de um frasco de tratamento capilar em uma loja de cosméticos
Alisante tem que ser registrado: o número do processo no rótulo não basta, porque produto notificado também tem

O caso do ácido glioxílico

O ácido glioxílico foi o substituto mais popular do formol, e por isso está em muita progressiva vendida como sem formol. A Anvisa não o autoriza para alisar ou ondular os cabelos desde a Instrução Normativa nº 22, de 2023, e não aceita registro novo com ele enquanto a substância é reavaliada. No informe de segurança de julho de 2025, a agência diz que ele danifica os fios, sobretudo com calor, e cita estudos franceses de 2024 que relataram casos de lesão renal aguda depois de alisamento com o ativo. A agência sanitária da França, a Anses, confirmou o alerta em janeiro de 2025.

Quem não deve fazer progressiva

  • Crianças: não existe alisante para o público infantil, e o uso em criança é proibido, segundo a Anvisa.
  • Quem acabou de descolorir: a Anvisa orienta esperar um intervalo seguro, com avaliação de um profissional, ou não combinar os dois procedimentos. A descoloração somada ao alisamento aumenta a porosidade do fio em até quatro vezes.
  • Couro cabeludo com ferida, irritação ou alergia: espere sarar e faça o teste de sensibilidade antes.
  • Grávidas: não há regra específica da Anvisa para a gestação; a recomendação é conversar com o obstetra antes de qualquer química no cabelo.
Cabeleireira examinando uma mecha do cabelo cacheado e descolorido de uma cliente negra no salão
Depois da descoloração, a Anvisa orienta esperar ou evitar o alisamento: a combinação aumenta a porosidade do fio em até quatro vezes

Como é feita a progressiva no salão

O passo a passo muda com o produto, e o tempo de cada etapa tem que seguir o rótulo. Em geral:

  • Avaliação e teste de mecha: o profissional aplica o produto numa mecha escondida e vê como o fio reage antes de passar no cabelo todo.
  • Lavagem: com o shampoo indicado pelo fabricante.
  • Aplicação: mecha por mecha, longe do couro cabeludo, com luvas e em ambiente ventilado.
  • Pausa: o tempo de ação indicado na embalagem, sem passar dele.
  • Enxágue, secagem e prancha: a temperatura da prancha é a do rótulo. Calor acima do indicado não alisa mais, só danifica.
Cabeleireira de luvas aplicando produto com pincel em uma única mecha de cabelo ondulado, no teste de mecha
O teste de mecha mostra como o fio reage antes de aplicar o produto no cabelo todo

Cuidados depois para a progressiva durar mais

  • Shampoo sem sulfato, que limpa sem arrastar o tratamento, e lavagens mais espaçadas
  • Hidratação ou máscara uma vez por semana, porque o alisamento tira lipídios e deixa o fio mais seco
  • Protetor térmico sempre antes de secador e prancha
  • Prancha com controle de temperatura, usada na menor temperatura que resolve
  • Retoque só na raiz, respeitando o intervalo que o profissional indicar
Mulher de cabelo liso na altura dos ombros aplicando máscara de hidratação no comprimento dos fios no banheiro

Se o fio já está quebrando ou ressecado antes da química, vale tratar primeiro: os guias de cabelo danificado e de cabelos secos mostram por onde começar, e os erros no cronograma capilar explicam por que a ordem dos tratamentos importa. Para quem está pensando no caminho contrário, deixar a química, o guia de transição capilar conta quanto tempo leva.

Produtos para a manutenção

Não indicamos progressiva para fazer em casa: o produto precisa ter registro de alisante, e nos anúncios de progressiva sem formol do Mercado Livre que conferimos, nenhum informa o registro, e os que dizem o ativo citam substâncias fora da lista da Anvisa. O que dá para comprar com segurança é o que mantém o resultado. Os links abaixo são de afiliado do Mercado Livre: se você comprar por eles, o blog recebe uma comissão, e o preço para você é o mesmo.

Pranchas Philco PPR10 e Gama Elegance, protetor térmico TRESemmé, shampoo sem sulfato Itallian Innovator e kit Lola Densidade
Os produtos desta lista. Foto: divulgação.

Leia também: Melhor escova secadora 2026: as 8 mais bem avaliadas.

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“O ácido glioxílico, comum em progressivas, não é permitido pela Anvisa e danifica os fios, especialmente com calor.”

Anvisa / Informe de Segurança GGMON nº 03/2025, alisantes capilares

Ainda em dúvida

Perguntas frequentes

01Progressiva sem formol dura quanto tempo?
De 2 a 4 meses, em geral. O efeito suaviza com as lavagens e com o crescimento da raiz. Shampoo sem sulfato, lavagens mais espaçadas e protetor térmico ajudam a durar mais.
02Quanto custa a progressiva sem formol no salão?
No levantamento do Mulheres do Poder com 59 salões no Booksy, a progressiva custa R$ 200 na mediana em cabelo curto, com metade dos salões entre R$ 150 e R$ 250. Nos salões que cobram por tamanho, o cabelo longo sai por R$ 250 na mediana.
03Progressiva sem formol faz mal?
Depende do ativo. Com produto registrado como alisante na Anvisa e ativo da lista permitida, como o tioglicolato, o risco é o de qualquer química: alergia, irritação e fio ressecado. O ácido glioxílico, comum nas progressivas sem formol, não é autorizado para alisar, e a Anvisa cita relatos de lesão renal com o ativo aquecido.
04Como saber se a progressiva é regularizada na Anvisa?
Procure o produto na consulta de cosméticos registrados do portal da Anvisa, pelo nome ou pelo número do processo, que começa com 25351. Alisante tem que estar registrado; se aparecer só como notificado, está irregular. Confira também o ativo no rótulo.
05Progressiva orgânica é sem formol e segura?
Orgânica é nome comercial, não categoria da Anvisa. O que define a segurança é o ativo alisante e o registro do produto. Muitas progressivas vendidas como orgânicas usam ácido glioxílico, que não é autorizado para alisar.
06Pode fazer progressiva em cabelo descolorido?
A Anvisa orienta evitar o alisamento logo depois da descoloração ou esperar um intervalo seguro, com avaliação de um profissional. A combinação aumenta a porosidade do fio em até quatro vezes e deixa o cabelo quebradiço.
07Criança pode fazer progressiva sem formol?
Não. Segundo a Anvisa, não existe alisante para o público infantil, e o uso de alisantes em crianças é proibido.
08Grávida pode fazer progressiva sem formol?
A Anvisa não tem regra específica para a gestação. A recomendação é conversar com o obstetra antes de qualquer química no cabelo e, se for fazer, escolher produto registrado e ambiente ventilado.

Fontes

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A Equipe Mulheres do Poder produz e revisa os guias do blog, publicado desde 2019, em São Paulo, sobre beleza, saúde da mulher, relacionamentos e cursos profissionalizantes na área da estética. As avaliações não nascem de opinião solta: partem do que já está publicado sobre cada produto, curso ou empresa, como relatos de compradoras, reclamações registradas, fichas técnicas, normas da Anvisa e orientações de sociedades médicas. A equipe cruza esses dados, separa o que se repete do que é caso isolado, descarta o que soa como propaganda e diz com franqueza quando a informação disponível não basta para recomendar. Todo link de afiliado vem sinalizado. Acreditamos que o poder de uma mulher está no caráter e nas escolhas, não na aparência, e que informação clara é o primeiro passo para cuidar de si, empreender e ganhar o próprio dinheiro.

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